segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

São apenas mais alguns escritos, algumas palavras que ficaram sem ser ditas. Fatos que ficaram sem uma explicação (ou foram por demais explicados), ou uma conclusão, um final, um encerramento para que enfim que se tenha a tranqüilidade ou uma certeza, mesmo que duvidosa.
Não terminamos o assunto. Aquela conversa ficou tão muda, tão pendente; fora uma surpresa, sim, uma surpresa porque não esperávamos o que aconteceu; um, a resposta; outro, a pergunta.
E mesmo sem ter ocorrido nada, mesmo a paralisia ter nos congelado naquele momento, sabíamos que algo existia. Essa alguma coisa guardada há tanto tempo, com toda a distância e ausência, sempre volta.
Restavam aqueles pequenos encontros casuais, conversas quase mudas, o silêncio era mais que suficiente para provar essa alguma coisa. O silêncio que também dilacerava por ser mais presente que nossas próprias vontades.
E agora, a ânsia pelo reencontro. O mútuo desejo de que tudo dê certo e então, depois de tanto tempo, estejamos frente a frente. O que vai acontecer? Não sabemos; o momento dirá, as lembranças nos conduzirão; as aflições e angústias guardadas durante todos esses anos serão expostas, e, mais uma vez, quem sabe, o silêncio seja suficiente para nos compreendermos.

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